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Quinta · 15 de outubro de 2026 · Edição #97

Buenos! A atenção é uma das coisas mais valiosas que a gente tem, porque tudo o que a gente mais valoriza passa por ela, a conversa com um filho, o livro que ensina alguma coisa, o treino bem feito, o trabalho que dá orgulho, um momento de comunhão. Onde está sua atenção?

  Resumo da edição
🤝 O cuidado com o próximo: Amar o próximo é um dos princípios mais antigos que existem, e agora a ciência mediu o que ele faz pelo cérebro de quem ajuda. Num estudo com 194 adultos americanos, quem passava mais horas ouvindo, consolando e ajudando os outros tinha o cérebro com aparência mais jovem, e receber ajuda não fez essa diferença. Você vai ver o que o estudo mostra, o que ele não prova e por que o motivo de quem ajuda importa.
🥗 A longevidade começa no intestino: O nutricionista Lázaro Medeiros explica por que comer bem não basta se o corpo não digere bem. As bactérias do intestino transformam a fibra em compostos que ajudam a controlar a inflamação, e uma flora variada aparece ligada a um envelhecimento mais saudável. Ele mostra o que ajuda no dia a dia, da variedade de plantas no prato à mastigação sem pressa.
💊 Reposição hormonal: o risco de coágulo e a forma: Com o fim dos alertas mais graves na bula americana, para quem decide fazer a reposição a pergunta passou a ser de que jeito. Um estudo com cerca de 1 milhão de dinamarquesas mostrou que o comprimido aumenta um pouco o risco de trombose, e que gel e adesivo não mostraram aumento. Você vai ver os números, o que dizem as diretrizes brasileiras e o que o SUS oferece.
📰 Notícias da semana: O exame de sangue que procura sinais de mais de 50 tipos de câncer chegou ao Brasil, e um experimento com 16 mil universitários mostrou o que acontece com as notas quando o celular fica fora da aula. E ainda tem os exames de sangue da mulher que pioram num salto no ano da última menstruação, US$ 1,8 bilhão para dados de células e quase metade dos americanos usando relógio ou anel de saúde.
📚 Vale Saber: Fechamos com Cícero, que há mais de dois mil anos já pedia exercício moderado, comida na medida e, mais ainda, cuidado com a mente, que se apaga como uma lâmpada sem óleo.
  CUIDADO
O cuidado com o próximo

No curso de Justiça que Michael Sandel dá há décadas em Harvard, a primeira aula sobre Kant parte da ideia de que o valor moral de uma ação está no motivo. Para Kant, tinha boa vontade quem fazia o certo só porque é certo, e era assim que a pessoa agia com liberdade de verdade. A ideia é muito mais antiga que Kant. Jesus, apontando para a Torá, disse que um dos mandamentos mais importantes é amar o próximo como a si mesmo, e de certa forma esse princípio está presente em várias outras crenças. É inegável que o cuidado com o outro faz parte das profundezas da existência humana.

A ciência tenta há muito tempo medir o que as relações fazem pela saúde, e quase sempre olhou para quem recebe apoio. Um estudo de Minwoo Lee e Casey Brown, da Universidade Georgetown, publicado em 28 de setembro na Translational Psychiatry, olhou para quem entrega, e mediu no cérebro.

Os pesquisadores usaram o MIDUS, um dos maiores estudos sobre envelhecimento dos Estados Unidos, e separaram 194 adultos de 27 a 95 anos, com média de 56, que fizeram ressonância do cérebro. Num questionário, cada um contou quantas horas por mês passava ajudando alguém sem receber nada por isso. Valia ajuda prática, como dar carona, ajudar com a casa ou ficar com uma criança, e valia apoio emocional, como ouvir um problema, consolar ou dar um conselho, para cônjuge, filhos, parentes, amigos ou qualquer outra pessoa. A média deu umas 70 horas por mês, pouco mais de duas horas por dia, puxada para cima por quem ajuda muito, e o número fica menos estranho quando você soma o telefonema com a mãe, a carona do filho e o café com o amigo que está numa fase ruim. A ressonância veio quase quatro anos depois, em média.

Com a imagem, os pesquisadores estimaram a idade do cérebro, a mesma medida que apareceu na edição 93. Um programa de computador treinado com mais de três mil ressonâncias de pessoas saudáveis aprendeu como o cérebro muda com os anos e, diante de uma imagem nova, diz quantos anos aquele cérebro aparenta. Em outros estudos, cérebro com aparência mais velha que a idade real tinha correlação com mais risco de demência, depressão e morte. Aqui, quanto mais horas a pessoa passava ajudando os outros, mais jovem o cérebro dela parecia para a idade. Quem ajudava o dobro da média, umas 140 horas por mês, tinha o cérebro quase um ano e meio mais jovem do que quem ajudava a média, um efeito do mesmo tamanho que o da escolaridade e da renda, comparam os autores.

Os pesquisadores descontaram do cálculo o efeito de renda, escolaridade, tamanho da rede de família e amigos, exercício, cigarro, álcool, peso, doenças, depressão e estresse, e a relação continuou. Descontaram também a ajuda que a pessoa recebia dos outros, e a ajuda recebida não mostrou relação com a idade do cérebro. Numa análise extra, menos firme que a principal, eles separaram os dois tipos de ajuda. O apoio emocional se ligou ao cérebro mais jovem, e a ajuda prática foi na mesma direção, mas fraca demais para contar. Os autores sugerem que a tarefa prática pode virar rotina, com menos empatia e vínculo.

O estudo é observacional, sem orientar os participantes a ajudar mais, e os autores reconhecem que o caminho pode ser o inverso, com quem tem o cérebro mais preservado conseguindo ajudar mais. O grupo é pequeno, mais jovem e mais saudável que o resto do MIDUS, três em cada quatro participantes eram brancos, e as horas foram contadas de memória. Para uma pessoa só, o programa erra a idade do cérebro em quase cinco anos, então a diferença de quase um ano e meio só aparece na média do grupo. E quem vive sobrecarregado cuidando de um doente provavelmente ficou pouco representado, tema sobre o qual a psicóloga Priscilla Camilo escreveu na edição 53, lembrando que mulheres em cuidado prolongado de familiares têm mais risco de doença do coração.

O estudo não perguntou por que as pessoas ajudavam, e na opinião de quem vos escreve (eu) a diferença está no motivo. Uma carona pode ser dada no automático, mas ouvir alguém numa noite difícil exige a decisão de estar ali, sem plateia. A ajuda dada só para aparecer, para Kant, não tinha valor moral. Kant chegou a comentar o mandamento de amar o próximo e concluiu que sentimento não se manda. O que se pode pedir a alguém é a decisão de fazer o bem porque é certo, e ele chamou isso de amor prático. A interpretação de amor como verbo e não como substantivo. É uma decisão ao alcance de qualquer um, e pode começar com uma ligação para quem está precisando conversar.

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Apoio institucional UNIDAS
Recife recebe o 29º Congresso Internacional UNIDAS
De 28 a 30 de outubro, o Recife Expo Center recebe o 29º Congresso Internacional UNIDAS, um dos encontros mais relevantes da saúde suplementar brasileira. A UNIDAS representa as autogestões, os planos de saúde mantidos por empresas e instituições para os próprios funcionários, e o congresso reúne dirigentes, gestores e profissionais de saúde em torno do tema “Inovação além dos limites da saúde suplementar”, com abertura do presidente da ANS, a agência que regula os planos.
Para quem acompanha a longevidade, o destaque é a palestra internacional sobre envelhecimento saudável, no dia 29, que discute como os planos de saúde podem transformar o cuidado com os idosos, com Marcelo Schapira, chefe de geriatria do Hospital Italiano de Buenos Aires. A programação também passa por medicina de precisão no câncer, inteligência de dados e uma oficina do InCor sobre inovação no cuidado.
29º Congresso Internacional UNIDAS, 28 a 30 de outubro, Recife
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  A voz do especialista
A longevidade começa no intestino: por que digerir bem é tão importante quanto comer bem
LM
 
Texto escrito por
Nutricionista, mestre em bioquímica e biologia molecular, consultor em genômica nutricional.

Durante muito tempo, aprendemos a olhar para a comida como uma lista de números: calorias, proteínas, vitaminas, minerais. Na longevidade, essa lógica ainda predomina. Perguntamos "o que devo comer?" e raramente "o que meu corpo é capaz de fazer com o que eu como?". Foi essa a pergunta que mudou a minha prática clínica.

Um prato perfeito no papel só é perfeito se for bem digerido, absorvido e metabolizado. E, nessa cadeia, há um elemento que trabalha em silêncio e quase nunca aparece na conversa: a microbiota intestinal.

O que a ciência tem observado

A revisão de Bradley e Haran (2024), reúne o que sabemos sobre o microbioma humano ao longo da vida. A composição dele muda desde o nascimento e é moldada pelo tipo de parto, pela alimentação, pelo ambiente, pela região onde vivemos, pelo uso de medicamentos e pelo próprio envelhecimento.

Um dos achados mais interessantes é que, ao longo da vida, e especialmente na velhice, um microbioma (conjunto de microrganismos) diverso está associado ao envelhecimento saudável. O microbioma costuma incluir microrganismos que produzem metabólitos anti-inflamatórios, como os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Esse padrão foi observado em diferentes regiões do mundo, o que sugere características universais do envelhecimento saudável, independentemente de cultura ou genética.

Os próprios autores lembram que ainda não sabemos exatamente como essas características do microbioma promovem o envelhecimento saudável. Mas o padrão é forte o bastante para nos fazer mudar o olhar.

Do nutriente à digestão: a virada de chave

A longevidade não depende só de ingerir nutrientes, depende de como os digerimos.

Pense na fibra. Ela não é "digerida" por nós, mas é alimento para as bactérias que vivem no intestino. Ao fermentá-la, essas bactérias produzem justamente os AGCC, compostos ligados à saúde da barreira intestinal e à modulação da inflamação. Ou seja, o mesmo alimento gera resultados diferentes conforme o ecossistema que o recebe.

Pense também nas proteínas, nos polifenóis, nas gorduras. Tudo passa por um processo de mastigação, acidez gástrica, enzimas, bile, tempo de trânsito e, no fim, pela microbiota. Se qualquer etapa falha, sobrecarrega a etapa seguinte alterando o que deveríamos absorver.

Por isso, eu me preocupo tanto com perguntas que parecem simples: como está o seu intestino? Você mastiga com calma? Come com pressa, sob estresse? Usa medicamentos que alteram a microbiota? Dorme bem? Essas respostas dizem muito sobre o que a sua dieta consegue, de fato, entregar.

Diversidade é o principal recado

Se a revisão aponta um caminho, ele passa pela diversidade. Um intestino que convive com muitos tipos de microrganismos tende a ser mais resiliente. E diversidade microbiana se desenvolve com diversidade alimentar: vegetais de várias cores, leguminosas, grãos integrais, frutas, sementes, alimentos fermentados quando bem tolerados.

Nos despedimos da lista de "superalimentos" e passamos a refletir sobre a variedade ao longo dos dias e das semanas, e sobre a regularidade. A microbiota responde a hábitos, não a heroísmos de um único nutriente.

Cada intestino é único

É sempre importante lembrar que não existe resposta idêntica para todo mundo. Duas pessoas comem o mesmo alimento e respondem de formas diferentes, e a microbiota é parte importante dessa diferença. A nutrição da longevidade, portanto, precisa ser personalizada: começa por entender o indivíduo, sua história, seus sintomas, sua rotina e o seu intestino.

O que levar para a vida real

Sem transformar isso em mais uma lista de obrigações, algumas atitudes já ajudam:

  • Aumente a variedade de plantas no prato, aos poucos, respeitando a tolerância do seu intestino.
  • Mastigue devagar e coma sem pressa. A digestão começa na boca.
  • Cuide do sono e do estresse, que conversam diretamente com a produção de enzimas digestivas.
  • Use antibióticos e outros medicamentos apenas com orientação profissional e não normalize infecções de repetição.
  • Procure acompanhamento quando houver sintomas persistentes (gases, sensação de estufamento, constipação ou diarreia), em vez de normalizá-los.

Um novo jeito de pensar a longevidade

Envelhecer bem não é um projeto de suplementos e restrições. É um projeto de relação: com a comida, com o corpo e com os bilhões de microrganismos que vivem em nós e que participam da nossa saúde, desde que sejamos amigos deles. Quando começamos a cuidar da digestão e da microbiota, o prato deixa de ser só um conjunto de nutrientes e passa a ser uma conversa entre nós e o nosso intestino.

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  Ciência na prática
Reposição hormonal: o risco de coágulo e a forma

Na edição 73, contei que, em 2026, o FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, tirou da bula da reposição hormonal os alertas mais graves, sobre câncer de mama, demência e doença do coração. Um passo muito importante para milhões de mulheres. A decisão agora fica com os médicos e, para quem decide fazer, a pergunta seguinte é de que jeito. Um estudo dinamarquês publicado em 23 de setembro no BMJ mostra que o risco de coágulo da reposição é baixo, e a forma de usar e a dose podem deixá-lo mais baixo ainda.

A autora Julie Berggreen e colegas, de hospitais da região de Copenhague, usaram os registros de saúde da Dinamarca. Entre cerca de um milhão de mulheres de 50 a 69 anos, separaram as que tiveram coágulo nas veias (trombose na perna ou embolia no pulmão), AVC por artéria entupida ou infarto, e compararam com mulheres da mesma idade que não tiveram, olhando quem usava hormônio. Quase todas as usuárias tomavam estradiol, o tipo de estrogênio mais receitado hoje.

Entre as mulheres que não usavam hormônio, cerca de 16 em cada 10 mil tiveram coágulo nas veias por ano. Esse é o risco natural, e é com ele que se compara o resto. Usando em forma de comprimido, foram cerca de 25 em cada 10 mil, ou seja, 9 a mais, perto de um caso a mais a cada mil mulheres por ano. O aumento apareceu em qualquer dose e foi maior na dose alta, acima de 1 mg de estradiol por dia. Com o gel e o adesivo, formas que levam o hormônio pela pele, o número ficou no mesmo nível de quem não usa hormônio, em qualquer dose e tempo de uso. AVC e infarto seguiram a mesma lógica. No comprimido, esses dois só aumentaram com a dose alta usada por muito tempo, mais de um ano no caso do AVC e mais de cinco no do infarto. Com gel e adesivo, não aumentaram. Houve uma única exceção, frágil demais para levar em conta.

Por que a forma de usar faz diferença? Quando a mulher engole o comprimido, o hormônio passa primeiro pelo fígado, e o fígado responde fabricando mais das proteínas que fazem o sangue coagular. No gel e no adesivo, o hormônio entra pela pele e vai direto para o sangue, sem essa passagem. É a explicação que os autores dão, principalmente para o coágulo nas veias. O estudo tem limites. Ele só observou as mulheres, não tinha dados de peso e cigarro, deixou de fora quem já teve trombose e não avaliou a progesterona natural nem os benefícios da reposição, como o alívio das ondas de calor.

O risco de coágulo não é igual para todas as mulheres. Ele é maior com a idade, com obesidade, com o uso de cigarro e quando há casos de trombose na família, e quanto maior esse risco, mais casos o comprimido acrescenta. Por isso a diretriz brasileira de saúde cardiovascular na menopausa, da Sociedade Brasileira de Cardiologia com a Febrasgo e a SOBRAC, recomenda preferir gel ou adesivo para mulheres com obesidade, colesterol alterado, diabetes ou síndrome metabólica. O estudo dinamarquês confirma essa preferência e acrescenta o que as próprias diretrizes dizem faltar, números sobre a dose do comprimido. No SUS, a lista nacional de remédios ainda só tem estrogênio em comprimido para a reposição. Para quem usa ou está pensando em começar a reposição hormonal, este estudo ajuda na conversa com o médico. A decisão continua no consultório, agora com números sobre a forma de usar e a dose.

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  Notícias da semana
💡 O exame de sangue que procura sinais de mais de 50 tipos de câncer chegou ao Brasil. O Galleri é oferecido pela Gênesis, empresa do Einstein com o Fleury, para quem tem 50 anos ou mais e pedido médico, e custa R$ 6.990, segundo a Exame. No maior estudo, achou cerca de 4 em cada 10 cânceres. Ele soma ao rastreamento comum, sem substituir mamografia nem colonoscopia.
💡 Proibir o celular durante a aula melhorou as notas de universitários. Num experimento com 16.683 alunos na Índia, publicado na Science, os sorteados deixavam o aparelho numa caixa no começo de cada aula, durante um semestre. O ganho foi pequeno na média e se concentrou nos calouros e em quem tinha notas mais baixas. No fim, quem passou pela regra passou a apoiá-la mais.
💡 Vários exames de sangue da mulher pioram num salto no ano da última menstruação. Pela idade, a mudança parecia lenta, porque cada mulher chega à menopausa numa idade diferente. Pesquisadores do Instituto Weizmann alinharam mais de 300 milhões de exames pela data da última menstruação e viram o salto nas gorduras do sangue, no fígado e no osso. Os hormônios começam a mudar de 12 a 15 anos antes.
💡 Governo americano, Google DeepMind e Meta somam US$ 1,8 bilhão para gerar dados de células para a inteligência artificial. O pacote do Biohub, de Mark Zuckerberg e Priscilla Chan, junta dinheiro, dados e computação, e a parte nova é de cerca de US$ 800 milhões. A meta é treinar uma célula virtual, modelo que prevê como a célula responde a um remédio antes do teste no laboratório.
💡 Quase metade dos adultos americanos já usa relógio ou anel que mede a saúde. Eram 13% em 2015 e 46% em 2025, segundo pesquisas da Rock Health, que acompanha o setor. No relatório do trimestre, as startups americanas de saúde digital somam US$ 11,1 bilhões captados de janeiro a setembro, com 31 rodadas acima de US$ 100 milhões, mais que em todo o ano de 2025.
  Vale saber
Cícero, pela voz de Catão, em "Da Velhice" (44 a.C.)
  "É preciso resistir à velhice, Lélio e Cipião, e compensar os seus defeitos com diligência. É preciso lutar contra ela como se luta contra uma doença, cuidar da saúde, praticar exercícios moderados, e tomar de comida e de bebida apenas o quanto baste para restaurar as forças, sem oprimi-las. E não se deve socorrer somente o corpo. À mente e ao ânimo se deve muito mais, porque também eles se apagam na velhice se não lhes gotejarmos óleo, como se faz numa lâmpada. Os corpos, de fato, ficam pesados com o cansaço dos exercícios, mas os ânimos se tornam mais leves quando exercitados."
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