
Bom dia. Longevidade é a outra metade que faltava para o mercado de saúde. O setor atual evoluiu muito em tecnologia para tratar problemas já instalados, mas ainda falha em evitar, ou ao menos adiar, que você adoeça. É exatamente aí que a longevidade brilha: te ajudar a postergar o aparecimento de condições, principalmente as doenças crônicas não transmissíveis. A revolução já começou.
🔎 RESUMO DA EDIÇÃO DE HOJE (TL;DR)
🧠 Peso e demência vascular: Entenda por que um aumento de 5 pontos no IMC (algo como 14 a 15 kg em alguém de 1,70 m) aparece ligado a maior risco de demência vascular e como a pressão arterial surge como uma das principais pontes biológicas nessa relação.
🧬 Exercício e genes, com Dra. Ana Paula de Souza: Como o treino remodela a expressão gênica, influencia mitocôndrias, modula vias redox e atua como regulador epigenético com impacto direto na longevidade.
🧠 Exercício e depressão: Uma revisão Cochrane com 69 ensaios clínicos sugere que exercício estruturado pode ter eficácia comparável à psicoterapia e aos antidepressivos em diversos contextos clínicos.
📰 Notícias da semana: Oura pode estar preparando óculos inteligentes com HUD para exibir métricas de saúde em tempo real. IA em mamografia avança com ganho de detecção e redução de carga de leitura. Amazon One Medical lançou ferramenta que interpreta mais de 50 biomarcadores e entra de vez nesse mercado. Lotus Health captou US$ 35 milhões para um “médico de IA” gratuito com revisão humana. McKinsey aponta como as farmácias na América Latina devem evoluir com digital, genéricos, serviços clínicos leves e modelos de assinatura.
📚 Vale Saber: A Dra. Gabrielle Lyon bate forte na tecla de que construir músculo não é estética, é infraestrutura de saúde. Ao ganhar massa muscular saudável, você melhora a saúde metabólica, aumenta a capacidade de produzir energia no dia a dia e ainda reforça a função imune por meio de peptídeos liberados durante a contração muscular, com impacto direto em inflamação e resiliência do organismo.
OBESIDADE
A ligação entre excesso de peso a demência

A gente tende a empurrar a obesidade para uma gaveta específica da medicina. A gaveta do metabolismo. Peso, glicose, colesterol, resistência insulínica. Tudo isso faz sentido, claro. Mas essa forma de olhar acaba escondendo uma consequência menos óbvia e, talvez por isso mesmo, mais perigosa: o impacto lento e cumulativo do excesso de peso sobre o cérebro.
A demência e a obesidade
Nem toda demência começa no neurônio. Uma parte relevante começa nos vasos que alimentam o cérebro. Aproximadamente um quinto dos casos de demência tem origem vascular, enquanto a maior parte restante está ligada à doença de Alzheimer. Entre pessoas acima dos 60 anos, algo entre 5% e 8% convive com algum grau de demência. Muita gente. Por outro lado, no Brasil, mais de 60% dos adultos vivem hoje com sobrepeso e cerca de 30% já se enquadram em obesidade. Esses números parecem falar de assuntos diferentes, mas contam, na verdade, capítulos distintos da mesma história.
O problema é que essa história sempre foi difícil de entender com precisão. Estudos observacionais sobre a relação entre obesidade e demência frequentemente se contradizem. Em alguns, o risco parece maior em quem pesa mais. Em outros, surge aquela curva estranha em forma de U, como se tanto o excesso quanto o baixo peso fossem igualmente perigosos.
Foi tentando escapar desse labirinto que um grupo de pesquisadores resolveu usar uma abordagem diferente. Em vez de comparar estilos de vida, eles recorreram à genética. Usaram variantes genéticas conhecidas por predispor indivíduos a um índice de massa corporal mais alto ao longo da vida e observaram: será que esse grupo tem maior risco de demência vascular? Essa estratégia é chamada de randomização mendeliana. Na prática, é como acompanhar um experimento natural que começa no nascimento e se estende por décadas.
O que a análise mostrou
Cada aumento de cerca de 5 kg/m² no IMC veio acompanhado de um aumento no risco de demência de origem vascular, algo em torno de 60%. Em termos práticos, para uma pessoa com 1,70 m de altura, esses cinco pontos no IMC representam cerca de 14 a 15 quilos a mais na balança. É o tipo de ganho de peso que muita gente acumula ao longo dos anos sem perceber, até que vira o novo normal.
Curiosamente, esse mesmo padrão não apareceu para a doença de Alzheimer. O efeito foi específico para a demência vascular. Isso ajuda a entender por que tantos estudos anteriores pareciam confusos. Quando todos os tipos de demência são analisados juntos, sinais diferentes acabam se misturando e o que é causa real se perde no ruído estatístico.
Mais importante do que o número é a forma como ele foi obtido. Ao usar a randomização mendeliana, os pesquisadores conseguiram responder a uma pergunta que estudos observacionais não respondem bem: o aumento do peso vem antes do aumento do risco. A análise aponta para uma relação causal. Pessoas geneticamente predispostas a ter um IMC mais alto ao longo da vida apresentaram maior risco de demência vascular décadas depois.
Quando os autores foram atrás do caminho biológico que liga IMC alto à demência vascular, a pressão arterial apareceu como mediadora relevante. Ela não explica tudo, mas explica uma parte importante. A hipertensão respondeu por algo entre um quinto e um quarto do efeito total do IMC sobre o risco de demência vascular. Para ter uma noção de magnitude, aumentos relativamente comuns, da ordem de 18 a 24 mmHg na pressão sistólica, estiveram associados a um risco de 156% maior para demência vascular. No caso da pressão diastólica, elevações de 10 a 12 mmHg se associaram a um risco ainda mais alto (232%). A glicose também mostrou sinal. Já outros marcadores clássicos, como LDL, triglicerídeos e inflamação sistêmica, apareceram na análise, mas não explicaram o caminho principal nessa relação específica.
Dá para imaginar esse processo como um encanamento que trabalha sob pressão demais por tempo demais. O excesso de gordura corporal favorece rigidez arterial e piora a função do endotélio, a camada interna dos vasos que regula dilatação e fluxo. Aos poucos, a microcirculação do cérebro perde eficiência, o sangue chega com mais turbulência, e pequenas áreas vão acumulando dano. Não é um evento. É acúmulo.
O lado útil dessa história é que ela aponta para dois alvos diferentes no tempo. Reduzir gordura corporal é um jogo longo, mas vale. Controlar a pressão é um alvo mais imediato, mensurável, que pode ser atacado enquanto o peso ainda está mudando. Isso significa acompanhar a pressão com seriedade, tratar quando estiver acima do ideal e, ao mesmo tempo, construir rotinas que ajudam a reduzi-la: movimento regular, treino de força, sono consistente, comida de verdade com menos ultraprocessados e atenção ao sódio, quando isso for um problema para você.
Vista assim, a demência vascular deixa de parecer “um raio” que cai na velhice por acaso e passa a se parecer com um resultado. O cérebro não “vira” doente de um dia para o outro. Ele vai sendo impactado, ou protegido, pelos vasos ao longo de muitos anos.
PALAVRA DA ESPECIALISTA
Além do Óbvio: Como o exercício físico remodela nossos genes

Avanços recentes na biologia molecular têm revelado que os benefícios do exercício físico transcendem amplamente os efeitos fisiológicos clássicos, alcançando níveis profundos de regulação genética e metabólica. Esses avanços mostram que o exercício não é apenas um estímulo mecânico ou cardiovascular, mas uma intervenção biológica capaz de reorganizar programas de expressão gênica associados à adaptação celular, resiliência metabólica e envelhecimento saudável.
Exercício como modulador epigenético: conectando metabolismo e genoma
Tradicionalmente, os efeitos benéficos do exercício foram atribuídos a adaptações estruturais e funcionais, como melhora da capacidade cardiorrespiratória, aumento da massa muscular e controle metabólico. No entanto, evidências emergentes indicam que esses efeitos são sustentados por alterações epigenéticas dinâmicas, que modulam a expressão gênica sem modificar a sequência do DNA.
Conforme discutido por García-Giménez e colaboradores, o exercício físico promove profundas alterações no fluxo metabólico celular, levando à produção de metabólitos que atuam como substratos, cofatores ou reguladores diretos de enzimas epigenéticas.
Durante a contração muscular, o aumento da atividade glicolítica, do ciclo do ácido tricarboxílico e da fosforilação oxidativa eleva a disponibilidade de moléculas-chave como acetil-CoA, NAD⁺, α-cetoglutarato e lactato. Esses metabólitos conectam diretamente o estado energético da célula à remodelação da cromatina, permitindo ajustes finos na expressão gênica associados à biogênese mitocondrial, defesa antioxidante, reparo celular e adaptação ao estresse.
Metabólitos e suas implicações epigenéticas e fisiológicas
Acetil-CoA
Função epigenética: doador de grupos acetil para a acetilação de histonas.
Implicações fisiológicas: ativação de genes relacionados ao metabolismo e à plasticidade muscular.
NAD⁺
Função epigenética: cofator essencial das sirtuínas (HDACs classe III).
Implicações fisiológicas: melhora da função mitocondrial, estabilidade genômica e longevidade.
α-cetoglutarato
Função epigenética: cofator de dioxigenases (TET e JmjC).
Implicações fisiológicas: regulação da metilação do DNA e de histonas.
Lactato
Função epigenética: indutor de lactilação de histonas.
Implicações fisiológicas: modulação da resposta inflamatória e regeneração tecidual.
Estresse oxidativo e exercício: da toxicidade à sinalização adaptativa
Um dos pontos centrais é a reinterpretação do papel do estresse oxidativo no contexto do exercício físico. Embora o excesso crônico de espécies reativas de oxigênio (ROS) esteja associado ao envelhecimento e a doenças crônicas, o exercício induz um aumento transitório, localizado e controlado dessas espécies, caracterizando um fenômeno de eustresse oxidativo.
Nesse contexto, as ROS atuam como moléculas sinalizadoras essenciais, ativando vias redox-dependentes, como a translocação nuclear do fator de transcrição Nrf2, que regula a expressão de genes antioxidantes, detoxificantes e citoprotetores.
Esse mecanismo sustenta o conceito de hormese, no qual exposições leves a moderadas, porém repetidas, ao estresse fortalecem a capacidade adaptativa do organismo.
Assim, o exercício regular promove uma recalibração da homeostase redox, aumentando a eficiência dos sistemas antioxidantes endógenos e reduzindo a vulnerabilidade celular a danos oxidativos cumulativos, um aspecto central para a prevenção do declínio funcional associado ao envelhecimento.
Relevância clínica e estratégias para a longevidade
Do ponto de vista clínico, a integração entre metabolismo, sinalização redox e epigenética fornece uma base mecanística sólida para a prescrição personalizada de exercícios. É importante destacar que a intensidade, a duração e o tipo de exercício determinam perfis metabólicos distintos e, consequentemente, padrões específicos de modulação epigenética. Pelos indicativos mais recentes, a combinação e variação de estímulos parece ser o cenário mais benéfico.
Exercícios de alta intensidade tendem a induzir picos mais pronunciados de sinalização redox e lactato, enquanto atividades aeróbias prolongadas favorecem o metabolismo oxidativo, a manutenção de níveis elevados de NAD⁺ e a ativação de sirtuínas. Essa diversidade de estímulos reforça a ideia de que o exercício atua como uma forma de medicina de precisão, capaz de modular vias moleculares associadas ao envelhecimento biológico.
Ao influenciar processos como metilação do DNA, modificações de histonas e arquitetura da cromatina, o exercício físico demonstra potencial para desacelerar o chamado relógio epigenético, atualmente considerado um dos biomarcadores mais robustos da idade biológica.
Considerações finais e perspectivas futuras
A visão do exercício físico como regulador central da comunicação entre metabolismo e genoma, aliada ao reconhecimento de que metabólitos derivados do exercício controlam diretamente a atividade de enzimas epigenéticas, abre novas possibilidades para o desenvolvimento de intervenções terapêuticas, incluindo estratégias combinadas e o estudo de possíveis miméticos do exercício.
Em última análise, as evidências científicas apontam que o movimento constitui uma linguagem molecular por meio da qual instruímos nossas células a se adaptarem, resistirem ao estresse e manterem sua funcionalidade ao longo do tempo. Promover a prática regular de exercício físico significa, portanto, estimular uma reprogramação epigenética favorável à saúde e à longevidade.
CIÊNCIA NA PRÁTICA
Exercício físico no tratamento da depressão

Em todas as minhas conversas com especialistas, exercício físico aparece como tratamento para quase todas as doenças. Isso, tratamento, não apenas como prevenção. E para depressão não é diferente, exercício faz parte do tratamento, e agora uma revisão superpower olhou mais a fundo para esse impacto.
Uma revisão recente da Cochrane avaliou o papel do exercício físico no tratamento da depressão clínica. Vale começar explicando o peso disso. Revisões Cochrane são consideradas o padrão ouro da medicina baseada em evidências. Esta atualização reuniu 69 ensaios clínicos randomizados, com cerca de 5 mil participantes, comparando programas estruturados de exercício físico com ausência de tratamento, cuidados usuais, psicoterapia e antidepressivos.
O foco não foi “atividade física” genérica. A revisão analisou exercício estruturado, definido como movimento planejado, repetitivo e com objetivo de melhorar ou manter a aptidão física, com duração mínima de uma semana.
Os resultados são consistentes.
Quando comparado a nenhum tratamento ou cuidado usual, o exercício produziu reduções moderadas a importantes nos sintomas depressivos. Esse efeito permaneceu mesmo quando os autores analisaram doses menores de exercício, sugerindo que benefícios não dependem exclusivamente de volumes elevados, o que é excelente, pela forma democrática que ele afeta.
A comparação mais relevante, no entanto, foi com tratamentos padrão. Frente à psicoterapia, principalmente terapia cognitivo-comportamental, o exercício mostrou efeitos semelhantes, sem diferença estatisticamente significativa. O mesmo ocorreu na comparação com antidepressivos. O exercício não foi superior, mas também não foi inferior.
Em termos práticos, isso significa que, nos estudos disponíveis, o exercício teve eficácia comparável às principais intervenções clínicas usadas no tratamento da depressão.
A revisão também explorou se o tipo de exercício faria diferença. Programas aeróbicos, de força e combinados mostraram benefícios consistentes. Protocolos que combinavam aeróbico e resistência apresentaram, em média, efeitos maiores, embora os autores ressaltem que essas análises são exploratórias. O mesmo vale para intensidade. Exercícios leves, moderados e vigorosos foram associados à melhora dos sintomas, sem uma “zona ótima” claramente definida.
Onde estão as limitações? Principalmente na qualidade metodológica. Exercício não pode ser “cegado”. Participantes sabem que estão se exercitando, e expectativas influenciam sintomas subjetivos como humor. Além disso, há indícios de viés de publicação. Estudos negativos tendem a aparecer menos. Mesmo após ajustes para esses fatores, o efeito do exercício diminui, mas não desaparece.
O seguimento de longo prazo ainda é pouco documentado. Há sinais de manutenção do benefício, mas com baixa certeza.
A leitura honesta dessa revisão é: o exercício físico não deve ser visto como substituto universal de medicamentos ou terapia. Mas também não pode mais ser tratado como intervenção secundária. Como estratégia terapêutica adjuvante, e em alguns casos alternativa, ele se sustenta com base na melhor evidência disponível.
Mexer o corpo é mexer no estado mental. Quem já treina, provavelmente já descobriu isso. ;)
NOTÍCIAS
O que mais está acontecendo?
💡 A Oura pode estar expandindo além dos smart rings. Um registro de patente revela o possível desenvolvimento de óculos inteligentes com heads-up display (HUD), capazes de exibir métricas como frequência cardíaca, temperatura e movimento em tempo real. Os documentos também citam câmera integrada e controle por gestos, sinalizando uma entrada estratégica no mercado de wearables com realidade aumentada.
💡 Um grande ensaio clínico randomizado com mais de 105 mil mulheres mostrou que o uso de inteligência artificial como apoio à leitura de mamografias aumentou a detecção de câncer em cerca de 29% e reduziu em 44% a carga de trabalho dos radiologistas, sem elevar falsos positivos. Dados adicionais sugerem identificação mais precoce de tumores agressivos e até marcadores de risco cardiovascular.
💡 A Amazon One Medical lançou o Health Insights, ferramenta que analisa mais de 50 biomarcadores de exames de sangue e transforma resultados laboratoriais em recomendações personalizadas por domínios como saúde cardiovascular, metabólica e imunológica. Desenvolvido com a Lifeforce e integrado ao Health AI, o recurso marca mais um grande player apostando na longevidade e entrando de vez no mercado de biomarcadores.
💡 A startup Lotus Health levantou US$ 35 milhões para construir um “médico de IA” que oferece atenção primária gratuita, 24/7 e em 50 idiomas. A proposta vai além de chatbots: inclui diagnóstico, prescrição e encaminhamentos, com médicos humanos revisando e validando decisões finais. O modelo tenta escalar cuidado em um contexto de escassez de clínicos, mas esbarra em desafios regulatórios e de responsabilidade médica.
💡 Um levantamento da McKinsey com 2.500 consumidores em 14 países indica que farmácias na América Latina estão se tornando pontos centrais de cuidado, impulsionadas por envelhecimento populacional, alta sensibilidade a preços e maior busca por serviços preventivos. Digitalização, modelos por assinatura, maior uso de genéricos e expansão para serviços clínicos leves aparecem como vetores estratégicos para o setor.
VALE SABER
“Construir músculo é a proteção mais importante para a saúde, porque é o sistema corporal que nos permitirá viver a vida mais longa, capaz e plena possível. A chave é a saúde metabólica. Ao aumentar sua massa muscular saudável, você não apenas transforma a estrutura física do seu corpo, mas também direciona a forma como ele utiliza tanto os alimentos quanto a energia.
Por meio do treinamento, você aumenta a densidade das mitocôndrias musculares, as principais unidades produtoras de energia presentes em quase todas as células do corpo. Isso permite que o organismo utilize nutrientes, como carboidratos e gorduras, convertendo-os em energia para sustentar as atividades do dia a dia. O treinamento também fortalece a função imunológica por meio de peptídeos, pequenas moléculas formadas por aminoácidos, liberados durante a contração muscular. Alguns desses peptídeos enviam sinais pelo corpo que ajudam a combater microrganismos e a reduzir a inflamação.”
— Fonte: A revolução dos músculos - Dra. Gabrielle Lyon
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